NOSSA CAMINHADA
A cronologia do Latinidades
A cada ano, uma travessia coletiva de futuro e memória
O tema propõe um manifesto público sobre a saúde mental de quem sustenta a arte e a cultura, colocando no centro do debate artistas, produtoras, técnicas, comunicadoras, gestoras e demais trabalhadoras e trabalhadores da cultura atravessados por precarização, excesso de burocracia, múltiplas jornadas, hiperexposição digital e desigualdades estruturais de raça e gênero. Mais do que discutir adoecimento, a edição também reflete sobre aquilo que sustenta a permanência: criação, prazer, pertencimento, espiritualidade, comunidade, descanso e bem viver, reafirmando as ancestralidades negras e as tecnologias coletivas de cuidado como caminhos de sustentação da vida, da memória e dos futuros possíveis.

O tema é mais do que uma celebração: é uma afirmação política, poética e ancestral de que não há transformação real sem o protagonismo das mulheres negras. Movemos o mundo porque sustentamos comunidades, criamos alternativas em cenários de crise, fazemos da escassez, potência e, sem romantizar, incidimos politicamente para a mudança, em luta contínua. Este tema convida o mundo a reconhecer esse impacto. Em um mundo em crise, as mulheres negras oferecem saídas. Somos a própria travessia.
Chamado ao reconhecimento e celebração da potência transformadora das mulheres negras. Ser fã de mulheres negras em uma sociedade racista é revolucionário.
Inspirada em cosmologias negras e indígenas, refletiu sobre novos paradigmas éticos e civilizatórios pautados em sustentabilidade, justiça, liberdade, cuidado e ampliação de direitos.
Comemoração de 15 anos do festival, de 30 anos da Red de Mujeres Afrolatinoamericanas, Afrocaribeñas y de la Diáspora e do Dia da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha.
Afinal, o que é ascensão? O que é preciso para ascender? Mobilidade social e econômica? Conexão ancestral? Espiritualidade? Destravar memórias de sucesso e ocupar novos espaços? Transformar vidas? Esses foram alguns dos motes de discussão dessa edição.
Evento online, realizado durante a pandemia de coronavírus, o tema mirou na ousadia de pautar e se articular em torno de muito mais do que apenas sobreviver: reimaginar e construir futuros a partir de outros referenciais.
O tema se manifestou como um chamado para reconhecer, reivindicar e visibilizar a história do povo negro e a sua contribuição para a humanidade. Ao mesmo tempo, denunciou o projeto de supremacia racial que esses nega legados.
Edição dupla (julho e novembro), promoveu uma imersão nas estéticas, narrativas e tecnologias afrofuturistas como formas de reconstruir o passado, projetar o futuro e ressignificar o presente a partir das epistemologias negras.
A edição abordou a invisibilidade das mulheres negras na mídia e a importância de narrativas mais plurais e políticas públicas. Comunicadoras negras foram reconhecidas como protagonistas na construção de novos imaginários sociais.
A edição evidenciou a importância de garantir políticas públicas para as produções cinematográficas de mulheres negras e fomentou reflexões sobre narrativas, estéticas e lugares de fala na indústria do cinema, tanto no Brasil quanto em outros países.
O tema reafirmou o papel das mestras e mestres griôs como pilares da preservação cultural e agentes de transformação social nas comunidades negras em África e na diáspora.
Reflexão sobre o papel da arte e da cultura negra na construção da identidade afro-brasileira e latino-americana, além de debater a importância das políticas públicas para garantir o acesso, a valorização e a preservação desses patrimônios culturais.
A edição abordou os impactos do racismo na vida da juventude negra, cobrando respostas a demandas históricas e políticas públicas. Também destacou talentos e potências nos palcos.
Abordou as desigualdades enfrentadas por mulheres negras no acesso a oportunidades, cargos de liderança e remuneração justa. A programação destacou os atravessamentos de raça e gênero nas relações de trabalho e apontou caminhos para políticas públicas.
Destacou a importância da autodeclaração para pessoas negras e da produção de dados desagregados por raça e gênero para a construção de políticas públicas eficazes e enfrentamento às desigualdades históricas.

Debateu a representação das mulheres negras na mídia e os impactos do racismo e do sexismo na forma no reforço de estereótipos e em como suas histórias são contadas.
Primeira edição, focada na realização de festas e apresentações musicais.
